O Internato – XXXV

Um conto erótico de Daniel/Bernardo
Categoria: Homossexual
Data: 27/05/2016 16:08:12
Nota 9.80

Capitulo trinta e cinco

Férias

Daniel

Estranho. Era assim que eu me senti ao vê-la pela primeira vez. Ouvi as histórias de Bernardo a respeito do que ela tinha feito e confesso que cheguei a pegar raiva dela mesmo sem a conhecer. A imaginava como um monstro bêbado e desequilibrado que magoava o filho o tempo inteiro a troco de nada exatamente como meu pai fazia com Théo. Acho que imaginava uma versão feminina do homem que apontou uma arma para minha cabeça. Mas aqui estava ela sendo gentil e brincando com meu namorado como nunca imaginei. Eles jogavam conversa fora como se a internação não houvesse ocorrido e ele apenas passou a semana na escola. Bernardo contou-lhe sobre as aulas, os professores e amigos, mas deixou de fora a traição e a tentativa de estupro de Dylan como qualquer filho faria. Ela ficou orgulhosa em saber que Bernardo estava indo bem nas aulas e que tinha notas altas nas provas. De repente aquela imagem que construí para aquela mulher estava desmoronando. E isso era algo bom.

Ela então se dirigiu a mim na hora do jantar me perguntando em que ano escolar eu estava e isso me pegou de surpresa.

– Estou no terceiro ano – respondi sem jeito.

– Então você se forma agora em dezembro? – ela comeu um pedaço do frango – Já sabe o que vai fazer depois?

Tai uma coisa que não tinha resposta.

– Na verdade não – respondi corando ligeiramente – Estou pensando em esperar um ano para me encontrar.

– Isso não é algo ruim – ela falou me surpreendendo – Antes de eu fazer jornalismo eu pedi ao meu pai um ano para saber o que eu realmente queria. Tudo bem que estendi este prazo para três anos, mas pelo menos tive certeza do que eu queria.

Ela sorriu para mim de forma gentil.

– E depois virou corretora de imóveis – o pai de Bernardo falou com um sorriso.

– Sim, mas só depois de ter sido jornalista por oito anos – ela falou – Corretora de imóveis foi uma mudança nos meus planos.

– E como isso aconteceu? – eu indaguei realmente interessado.

Cristina pareceu feliz com meu interesse. E Bernardo me deu um sorriso aprovando minha atitude. Aparentemente ela gostava de atenção.

– Eu trabalhei na Globo e cheguei a me tornar ancora no RJ TV nos finais de semana, mas não me sentia completa. Foi quando minha amiga e colega de trabalho sugeriu que abríssemos uma imobiliária. Ela tinha herdado um condomínio do pai e precisava de ajuda para gerencia-los, pois não era casada. Aceitei e trabalhava com ela algumas horas por dia, mas me dedicava mesmo ao jornalismo. Mas então o negócio começou a crescer e compramos várias casas e apartamentos para vender e alugar. Foi quando percebi que o imobiliária precisaria de mais atenção da minha parte então abandonei o jornalismo, conversei com minha chefia e deixei a porta aberta caso precise voltar. E estou nisso a dez anos.

– E a senhora não pensa em voltar ao jornalismo? – indaguei bebendo um gole da minha Coca-Cola.

– Sim – ela respondeu com um sorriso nostálgico – Já fiz uma matéria ou outra para a globo só para distrair, mas eu ganho mais na imobiliária do que com jornalismo. Claro que dinheiro não é tudo e temos que pensar também no nosso bem estar e me descobrir feliz no que faço atualmente. Gosto de não ter chefia.

– Isso é bem interessante – falei com um sorriso – Espero ser bem sucedido como a senhora um dia.

– Acredito que vá ser, Daniel – ela bebeu seu refrigerante – Você me parece um garoto responsável. O que você gosta de fazer?

– Gosto de nadar – falei com sinceridade – Faço parte do time de natação da escola.

– Ele nada muito bem, mãe – Bernardo disse empolgado – Tão bem que acho que deve representar a escola no campeonato estadual.

– Sério? – Cristina parecia compartilhar da empolgação do filho – Já pensou em investir nisso? Ouvi dizer que sempre vai alguém procurando talentos para as mais diversas modalidades. Pena que o colégio imperial só compete com natação.

– Esse anos temos também um time de Judô e corrida – falei.

– Sério? – Bernardo disse surpreso – Não sabia disso.

– Vão começar a treinar depois das férias – lhe contei – Mas eu nunca pensei em seguir carreira profissional. Quando mais jovem participei e venci algumas competições de natação, mas fiquei parado durante muito tempo. Voltei agora. Não sei se seria bom o suficiente para chamar a atenção de alguém.

– Claro que é bom – Bernardo me disse.

– Se meu filho diz que é eu concordo com ele – Cristina disse sorrindo.

Retribuí o sorriso e continuamos nosso jantar conversamos sobre banalidades e pude sentir que agora a enxergava de outra maneira. Cristina ela apenas uma mulher que tinha tido um período ruim em sua vida. Não era o monstro que imaginei.

No dia seguinte passamos um taxi e fomos para o aero porto passando primeiro em minha casa para pegar uma mala que pedi para minha mãe preparar para a viajem. Bernardo foi dormindo durante todo o caminho com a cabeça apoiada em meu ombro e segurando minha mão carinhosamente. Notei que Cristina nos olhou provavelmente achando aquilo um pouco desconfortável, mas fez o possível para não demonstrar. Ela deveria amar demais Bernardo para engolir os preconceitos que tinha. Gostaria que meu pai gay fosse assim também, mas nem sempre temos aquilo que queremos.

Nosso voo atrasou e Bernardo dormiu ainda mais na sala de embarque. Aparentemente ele não foi feito para acordar as três da manhã assim como seu pai que também dormia deixando eu e Cristina sozinhos. Minha sogra lia um livro intitulado: The Catcher in the Rye. Já tinha ouvido falar naquele livro. Contava a história de um garoto chamado Holden Caulfild, um adolescente sarcástico que sofre a perda de seu irmão mais velho. Ele foge da escola interna depois de uma briga com seu colega de quarto e parte em uma jornada de autoconhecimento. Era um desses livros que entram na lista de 100 livros para ler antes de morrer e que diziam que você tem que lê em um momento específico de sua vida para apreciar a história e entende-la profundamente.

– Já leu este livro? – Cristina indagou ao perceber que eu a olhava.

– Não sou muito de ler – respondi corando ao me sentir intrometido – Li alguns livros do Harry Potter e as vantagens de ser invisível. Não tenho muita paciência para a leitura.

– Nem o Bernardo ultimamente – ela olhou para o filho adormecido em dois bancos com a cabeça apoiada em meu corpo – Mas antes ele costumava ler bastante. Eu o incentivei na verdade, mas desde junho do ano passado eu não o vi pegar nenhum livro para ler. Acho que ele se sentia triste e não tinha animo para nada. Na verdade eu só o via ir para a escola e depois se trancava no quarto para dormir quase o dia inteiro ou então ficava assistindo Dexter na Netflix. Isso me incomodava bastante, mas não sabia como ajuda-lo.

– Você não sabia – falei para ela – E garanto que você tinha muita coisa em sua cabeça.

Ela assentiu.

– Realmente tinha – ela disse fechando o livro sobre o indicador para não perder a página – As vendas caíram e o dinheiro diminuiu. Estávamos enfrentando o perigo da falência e eu passei a beber demais. A ponto de perder o controle – admitiu com pesar – Vou lhe dizer a verdade, Daniel. Eu nunca fui muito fã dos relacionamentos homossexuais e com toda a certeza não queria que meu filho fosse gay. Em um almoço com antigos amigos jornalistas, uma amiga que tem um filho na mesma escola que vocês, contou que o filho lhe mandou uma mensagem contando de uma confusão que acabara de acontecer entre uma garota que bateu em menino o acusando de ter roubado o namorado dela. Nós ridicularizamos a situação e dissemos que daríamos uma surra em nossos filhos se soubéssemos disso. Então recebi a ligação da escola me contando que o garoto era Bernardo. Meu mundo caiu. Fui embora para casa e liguei para Miguel que disse já sabia do filho, mas que descobriu. Ele me encontrou em casa e conversamos a respeito de Bernardo. Eu sabia que deveria tentar aceitar meu filho, mas era muito difícil. Quando ele chegou em casa com Miguel e me contou que era gay eu tive de me segurar para não virar as costas e fugir dali, mas me mantive firme e lhe dei apoio.

– Mas não conseguiu manter-se firme durante os dias que se passaram – completei a história – Uma noite bebeu além da conta, mais do que de costume e falou coisas horríveis para Bernardo. Miguel ficou do lado do filho e a senhora foi internada em uma clínica de reabilitação.

– Vejo que conhece a história – ela passou a mão pelo cabelo castanho que ia até a altura dos ombros e colocou as madeixas por trás das orelhas.

– Bernardo me contou – disse – Também disse que a senhora não queria lhe ver. Confesso que tinha raiva da senhora pelo que ele me contava.

Cristina deu um sorriso amarelo e seus olhos verdes como os de Bernardo me fitaram com tristeza.

– Sei o que parece, mas eu não queria vê-lo até estar pronta para aceitar. Não queria magoa-lo ainda mais.

– E agora a senhora está pronta? – indaguei acariciando a cabeça de meu namorado.

Ela olhou aquela cena e respirou fundo.

– Não é fácil, mas eu o quero feliz – uma lágrima escapou pelos olhos dela – Eu não o estava esperando, Daniel. Recebi alta na sexta e quis fazer uma surpresa para Bernardo. Sabia que ele não estava mais namorando e achei que assim seria mais fácil sem ter que encarar um namorado tão cedo. Quando Miguel ligou para ele no domingo e perguntou se você poderia vir eu precisei tomar coragem para manda-lo dizer sim. Tive que me preparar muito antes dele chegar em casa. E quando o vi com você... Foi difícil manter o sorriso, mas você ajudou bastante. Imaginei que seria um garoto babaca, mas me enganei. Você me parece um rapaz decente e de boa família.

Engoli em seco quando ela disse que eu era um rapaz de “boa família”. Minha família era uma merda. Tinha um pai gay que não se aceitava e que odiava o que os dois filhos homossexuais eram. Odiava tanto a ponto de feri-los física e psicologicamente. Tinha uma mãe que passou anos ignorando a forma como meu pai tratava Théo e até mesmo chegou a lhe virar as costas durante o memento mais traumatizante de sua vida. A surra que levou do pai. Uma mãe que me virou as costas quando eu tinha acabado de ser atropelado ao ver que eu estava beijando um garoto.

– O Bernardo sentiu muito a sua falta – disse apenas isso.

– E eu senti falta dele – ela falou.

Foi quando nosso voo foi anunciado e embarcamos.

Nos registramos em um hotel em salvador de frente para a praia. Miguel pediu dois quartos interligado. O que meus sogros ficariam tinha uma cama de casal enorme enquanto o que eu dividiria com Be tinha duas camas de solteiro deixando bem claro que eles não queriam que fizéssemos nada além de dormir. Bernardo riu da situação.

– Até parece que isso vai nos impedir – disse me beijando – Nem se estivéssemos em quarto separados.

– Sem se estivéssemos em hotéis diferentes – eu disse jogando meu namorado em cima da cama e subindo em cima dele.

Beijei Bernardo intensamente descendo meus lábios por seu pescoço enquanto ele descia as mãos por meu corpo e apertava minha bunda.

– Vamos para a praia meninos? – Miguel entrou no quarto sem bater.

Levei um susto tão grande que saltei de cima de Bernardo e caí no chão.

– Não sabe bater pai? – Bernardo reclamou. – Que vergonha! – cobriu a cabeça com um travesseiro.

– Essa também não foi a melhor parte do meu dia – ele falou – To achando melhor colocar vocês em quarto separados!

– Bater antes de entrar resolveria o problema – Bernardo disse – Quartos diferentes não.

– Cala a boca, Bernardo – disse ficando vermelho – Me desculpa, Miguel.

– Tá, mas pelo amor de Deus tranquem a porta pelo menos! – Miguel disse – Se arrumem logo que vamos para a praia.

Fizemos o que ele mandou e descemos. Ainda não conseguia olhar na cara de Miguel, pois estava completamente sem jeito pelo que ele tinha visto. Mas estava feliz de não ter sido Cristina. Ela poderia estar indo bem no processo de aceitação, mas não sei colo lidaria com uma cena dessas sendo que já ficava sem jeito em nos ver próximos.

Estávamos na areia comigo aproveitando a visão de Bernardo de sunga preta quando o seu celular tocou e ele revirou os olhos a ver a mensagem.

– Ele não tem vergonha na cara? – indagou revoltado.

Ele virou o celular para mim e cerrei os punhos quando vi que era Dylan.

“Me desculpa por aquela noite. Eu estava bêbado e fiz besteira. E entendo que tenha raiva de mim, mas espero que me diga se tem noticias de Ian”

– Mesmo se eu soubesse notícias dele eu não daria – Bernardo falou apagando a mensagem e bloqueando Dylan.

– Acho que ele está afim de apanhar de novo – disse.

– Deve estar – Bernardo encostou na espreguiçadeira para tomar sol.

Ficamos na praia o dia inteiro e a noite fomos para o hotel logo em frente. Cristina não parava de falar como a praia era linda e de como a comida era apimentada. Ela claramente estava se divertindo muito com isso e fiquei feliz por ela.

– Não precisa vestir nada demais – Bernardo disse saindo do banho vestindo apenas um roupão azul – Só não vai de bermuda.

– Eu não vou, mas adoraria arrancar esse seu roupão – falei sorrindo maliciosamente.

– Eu também, mas vamos nos atrasar – ele disse me dando um selinho.

– Só um boquete então – pedi sentindo meu pau pulsar.

– Deixa de ser tarado garoto – ele gargalhou – Vá tomar banho!

Fui a contra gosto. Tomei um banho quente e sai vestindo minha calça, porém sem camisa. Não posso negar que gostei do olhar de tesão de Bernardo, mas como ele disse, acabaríamos nos atrasando. Estava calçando o tênis quando meu celular tocou. Olhei para a tela e não reconheci o número.

– Alô? – indaguei ao atender.

– Sei que sou a última pessoa que você quer falar agora, mas me escuta por favor!

– Vai se foder, Dylan! – disse desligando o telefone.

Ele tentou falar comigo mais algumas vezes até que desistiu ao perceber que eu não iria atender.

– Ele é um idiota mesmo – Bernardo falou.

Concordei e terminei de me arrumar.

Dizer que nos divertimos muito seria eufemismo. Eu na verdade esqueci que tinha uma vida longe de Bernardo. Íamos a praia e passeávamos por vários pontos turísticos da cidade. Fazíamos amor intensamente a noite e nos sentíamos cada vez mais apaixonados um pelo outro. Fiquei feliz também, pois a cada dia que passava, Cristina parecia mais à vontade conosco. Até mesmo presenciou um de nossos beijos e tratou aquilo como algo corriqueiro. Sabia que não era aquilo que ela sonhava para o filho, mas estava abrindo mão de tudo que idealizou para que Bernardo fosse Feliz. Isso era ser uma mãe de verdade. Meu pai poderia aprender muito com ela.

Era a nossa última noite na Bahia e acordaríamos sedo no dia seguinte. Bernardo dormia pesadamente em sua cama, mas eu estava sem sono. Não queria que aquela viagem acabasse para que voltássemos a mesma vida de antes com todos os problemas que tínhamos.

Fui até a sacada do quarto e notei que Cristina estava na sacada de seu quarto. Ela sorriu para mim.

– Sem sono? – ela indagou.

– Sim – respondi – Não quero que essa viagem acabe – admiti.

Cristina deu uma risadinha.

– Eu também não – falou compreensiva – Tem algum problema de eu ir até ai? Gosto de conversar com você.

– Claro – falei – A porta está aberta.

Ela assentiu e veio até meu quarto. Ao abrir a porta olhou para Bernardo que dormia profundamente e sorriu.

– Ele parece um anjo – disse – Quando era pequeno gostava que eu lesse para ele até pegar no sono. Depois eu lhe dava um beijo na testa e o deixava dormir.

– Isso é muito bonito – falei me sentando no chão da sacada – Minha mãe não ligava muito para essas coisas. Só mandava eu e meus irmãos dormirmos.

Ela foi até Bernardo e lhe deu um beijo na testa como disse que costumava fazer. Meu namorado nem se mexeu, pois tinha o sono muito pesado.

– Fico triste em ouvir isso – ela veio até mim e se sentou ao meu lado olhando a praia.

– Tudo bem – falei – sei que ela me ama. Acontece que sou filho de militar na nossa casa tudo era muito rígido.

– Entendo – ela disse – E como seus pais lidam com você?

Era um assunto delicado e doloroso para reviver lhe contando, mas Cristina havia sido sincera comigo no aeroporto e não achava justo mentir para ela agora.

– Minha mãe está começando a aceitar agora, mas meu pai nunca aceitou nem a mim e nem meu irmão.

– Seu irmão também é gay? – ela parecia surpresa.

– Sim – respondi – Théo tem a mesma idade de Bernardo e foi através dele que eu o conheci. Eles dividem o quarto no colégio.

Contei-lhe tudo sobre meu irmão, meu pai, minha mãe e sobre minha irmã. Cristina ouviu tudo com paciência, porém se emocionou em algumas partes, em especial na surra de Théo e quando meu pai disse que me mataria. Pareceu até mesmo contente em saber que ele estava preso.

– Sua história é muito triste, Daniel – ela admitiu com pesar – Mas ainda assim você é uma boa pessoa que busca ser feliz.

– Eu preciso buscar a felicidade – falei – e a encontrei em seu filho. Ele é a melhor coisa que já aconteceu em minha vida.

– Você o ama? – ela indagou.

– Com todo o meu coração – dei a resposta mais clichê que existia.

– E sinto que ele também te ama – ela disse passando a mão em meu braço – Sabe eu sempre sonhei que meu Bernardo encontraria uma pessoa que o amasse e o fizesse feliz. Só não imaginei que seria outro garoto.

– Sei que não gosta disso – falei olhando as ondas quebrarem na areia – Mas nada vai fazer Bernardo ser hétero. Ele é assim e não há o que fazer.

– Hoje eu sei que não – ela falou – E fico feliz que ele tenha lhe encontrado. Não via Bernardo feliz a muito tempo e isso é graças a você. Obrigada.

Eu a abracei apertado e ela retribuiu o meu gesto com carinho. Ficamos ali até o despertador tocas as quatro da manhã.

Bernardo

– O que você e minha mãe estavam conversando quando acordei? – Bernardo indagou dentro do avião.

– O quanto ambos não queríamos que nos divertimos muito essas duas semanas – ele disse sorrindo.

– Fico feliz que tenham se dado bem – disse sorrindo.

– Eu também – ele respondeu – Eu tinha uma imagem horrível dela em minha mente. Que bom que ela provou que era o contrário.

– Minha mãe é uma boa pessoa. Só tinha muitos problemas – falei segurando a mão do meu namorado – Estou feliz que ela voltou a sem quem ela era.

Chegamos ao Rio de Janeiro e pegamos um taxi. Deixamos Daniel em casa e depois nós três fomos para nosso apartamento no Flamengo. Minha mãe ficou feliz de estar em casa e mais feliz ainda de encontrar o almoço feito por Mirian. Ela estava faminta. Fizemos nossa refeição como de costume e recordamos os melhores momentos da viagem e eu sabia que ela iria ficar para sempre gravada em minha memória como o melhor momento da minha vida. Eu tinha minha família e o amor da minha vida juntos e isso não tinha preço.

Passamos o dia Juntos assistindo TV e conversando tudo estava bem até meu celular tocar no início da noite. Olhei para a tela e vi que era Ian.

– Está tudo bem? – disse ao atender o telefone.

– Posso ir para a sua casa? – ele parecia desesperado.

– O que aconteceu, Ian? O que Izac fez? – indaguei preocupado.

– Eu te explico tudo, mas tem que ser pessoalmente.

– Tudo bem então – disse curioso para saber o que houve.

Lhe disse onde era a minha casa e ele desligou o telefone. Demorou um pouco, cerca de duas horas, então o porteiro interfonou dizendo que Ian estava lá. O autorizei a subir e apenas um minuto depois a campainha tocou.

Abri a porta e encontrei um Ian destruído. Seu lábio inferior estava inchado e seu olho direito roxo. Seu braço esquerdo estava engessado, mas o gesso estava quebrado. Ele estava de mãos dadas com um garoto de cabelo cacheado que escondia metade do corpo atrás de Ian.

– O que aconteceu com você? – indaguei fazendo um gesto para que ambos entrassem – Esse é o Pedrinho?

Ian apenas desmaiou de cansaço fazendo um estrondo. O garoto subiu em cima de Ian e começou a sacudi-lo chorando.

– Acorde, Ian! – ele gritava – Acorde!

...

Então pessoal espero que tenham gostado de mais esse capitulo.

Sei que ficaram com ódio de Jair e saibam que eu também estou. Aguardem o próximo para saber o que aconteceu. Até mais pessoal!


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Comentários

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08/06/2016 11:28:09
muito bom conto. continua
01/06/2016 19:34:39
Estou apaixonado por esse conto, é simplesmente perfeito <3
28/05/2016 00:50:09
🌚
27/05/2016 23:24:08
incrivel, um capitulo calmo , sereno e feliz , fico muitooo feliz de ver a calmaria que está no coração de Dani e Ber, eles mereciam umas férias sofreram tanto , a mae do Ber ta fofa demais vey ♥agora ian chegar destruido acaba comigo mano , tadinho dele , mais sei que ficará tudo bem e Jair maldito nunca mais relara no pobre Pedrinho , desgraçadoooooooooooooooooooooooooooooooooo
27/05/2016 22:18:35
EXCELENTE. APENAS PEÇO Q REVEJA ALGUNS ERROS NA ESCRITA.
27/05/2016 16:35:26
Globo= 2 pontos a menos

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