Uma semana muito louca - II

Um conto erótico de Lipe
Categoria: Gay
Data: 13/01/2020 00:06:27
Nota 9.67

Capítulo 2 - Segunda-feira

Acordei todo quebrado, havia dormido a noite inteira naquele sofá. Olhei as horas e vi que já estava atrasado. Teria uma reunião importante, com um grande cliente. O cliente que me destacou no mercado e agora anos depois estava de volta.

Estava no início de carreira. Era o meu primeiro ano depois de ser efetivado. O Sr. Abel, meu querido chefe, que Deus o tenha, havia fechado negócio com uma grande empresa de laticínios e me pediu para criar uma campanha. A campanha foi um sucesso, ficou nacionalmente conhecida, eu ganhei uma boa grana, fui promovido e o Sr. Abel me prometeu um dia a sociedade. O problema é que pouco tempo depois, essa empresa de laticínios teve alguns problemas e quase faliu. Ela havia se tornado o nosso principal cliente e, sem ela, foi difícil até nos manter.

O Senhor Abel tinha dois filhos, e dizia que eu era o seu filho do meio, tamanho o carinho que tínhamos um pelo outro. Júlio, o mais velho, é dois anos mais velho do que eu. Quando o conheci, ele estudava medicina. Um rapaz lindo, simpático, inteligente. Confesso que fiquei afim dele assim que o vi, mas não tinha chances, esse era hétero de verdade. Hoje está casado e tem filhos. O filho mais novo do Sr. Abel, Frederico, era um pirralho, um garoto chato, prepotente, seis anos mais novo que o irmão e foi muito mimado.

Quando Fred entrou na faculdade de Administração, ainda no início do curso, ele resolveu fazer um estágio na empresa do pai. Para a minha sorte, e do resto da empresa, ele ficou pouquíssimos meses. Fiquei feliz quando ele partiu. Ele se achava o dono, achava que sabia mais que todo mundo, queria mandar e desmandar, inclusive nos setores de criação que não tinha nada a ver com o seu estágio.

Há alguns anos, Fred voltou para a empresa. O Sr. Abel ficou doente e teve que afastar. Apesar de mais velho, mais competente e um pouco mais sensato, eu não conseguia vê-lo diferente daquele pirralho mimado e espinhento que conheci há mais de uma década. Também não conseguia ver a sua beleza, que fazia todas as garotas da empresa ficarem babando por ele. Mas sempre o respeitei e obedeci.

Corri para o banho e não tinha água. Olhei todas as torneiras e nada. Liguei para o porteiro e perguntei se estava sem água no prédio.

— Seu Felipe, é só o apartamento do senhor, vieram aqui e lacraram o seu registro. — O porteiro disse. — O senhor pode tomar banho no vestiário até pagar a sua conta.

— Obrigado. — Eu disse depois de respirar fundo.

— Ravi... Ravi, acorda. — Eu disse acordando o Javier que ainda dormia com aquela enorme barriga para cima e ainda roncava.

— O que foi Lipe? — Ele me perguntou ainda sonolento.

— Você não pagou a conta de água? Estamos sem água. — Eu disse. Javier me olhava com cara de paisagem. — Eu te dei a conta e o dinheiro Ravi, estou atrasado e vou ter que tomar banho no vestiário da piscina.

— Me perdoe meu amor, vou resolver isso hoje. Eu prometo. — Ravi disse voltando a se deitar.

Passei a vergonha de descer com uma mochila para o vestiário para tomar um banho. Uma vizinha, daquelas velhas e fofoqueiras me olhou de cima a baixo.

— Meu chuveiro estragou. — Eu disse sem graça.

— Sei. — Ela disse duvidando.

Assim que saímos do elevador eu a escutei conversando com o porteiro.

— Aquele homem que mora com aquele outro, que tem o filho delinquente. — Ela disse. — Então, ele disse que o chuveiro dele estragou. Mas eu sei que foi falta de pagamento, eu vi quando vieram cortar a água deles. Acho que tinham que ser proibido usar o vestiário da piscina.

— Não podemos proibir. Eles pagam o condomínio em dia. — O porteiro disse.

— Depois dizem que esse tipo de gente é bem de vida. — A velha disse rindo.

Revoltado, fiquei calado. Estava acostumado a engolir sapos. Fui para aquele vestiário, tomei banho e voltei para casa. Escutei um barulho no quarto do Martin e fui ver o que era. Ele estava com um casal de amigos.

— O que você está fazendo aqui? — Eu perguntei.

— Eu é que pergunto, você que está invadindo o meu quarto. — Ele rebateu.

— Era pra você estar na aula. Como vai passar no vestibular esse ano se fica aí matando aula? — Eu disse.

— Você não é o meu pai para me dar sermão. — Martin respondeu.

— Então não me force a agir como tal. — Eu disse.

— Sai fora. — Martin disse me empurrando para fora do quarto enquanto seus amigos riam.

Ravi ainda dormia na nossa cama. Sabia que falar para ele que o Martin estava matando aula e não dizer nada seria a mesma coisa. Juntei as minhas coisas e corri para pegar o carro.

— Eu não acredito. — Eu disse ao ver o meu carro preso. Eu sabia de quem era aquele carro estacionado na frente do meu. Era do vizinho de cima, o dono da festa.

Bati em sua porta e um de seus convidados atendeu.

— Entra aí belezura, a festa continua. — Ele disse me puxando para dentro.

— Eu não vim para a festa. Vocês têm ideia que já é segunda-feira? Ninguém aí trabalha não? — Eu disse. O gordinho que abriu a porta sorriu. — Cadê o dono do apartamento?

O gordinho foi procurá-lo e voltou.

— O que foi? — O vizinho perguntou, ele estava completamente bêbado, isso se não tivesse drogado também.

— O seu carro está fechando o meu. — Eu disse.

— Carro? Que carro?

— Sim, o seu carro, não está na sua vaga. Simplesmente está estacionado na frente do meu. E eu preciso sair. — Eu disse.

— Toma. — O vizinho sorriu me entregando a chave do carro.

— É pra eu manobrar? — Perguntei.

— Eu não estou em condições, na verdade nem sei como eu cheguei aqui. — Ele disse sorrindo. O gordinho ao seu lado sorria. Eu puxei a chave da sua mão e parti.

Manobrei o carro daquele bêbado, coloquei em sua vaga e deixei a chave dentro do carro. Olhava as horas e via como eu estava atrasado. E para piorar, o trânsito não estava complicado. Um bendito taxista fechou o cruzamento bem na minha frente.

— Custava me deixar passar? Eu quero seguir direto e não virar à direita. — Eu disse. O caminho para quem segue em frente estava livre, mas o taxista que vinha da esquerda me fechou.

— Foda-se. — O Taxista respondeu me mostrando o dedo do meio.

Contei até dez e engoli mais esse sapo. Já era mais de 9 horas da manhã quando cheguei ao trabalho, mas aquele dia infernal estava apenas começando. Minha vaga estava ocupada. Larguei o meu carro no meio do estacionamento e subi correndo para o escritório.

O escritório era grande, constituída uma grande ilha e algumas salas de vidro na lateral. Fred estava conversando com uma garota nova na agência, ele a chamava para jantar.

— Desculpa o atraso. — Eu disse.

Todos me olhavam surpresos. Primeiro que eu não era de atrasar e ninguém entendia porque eu estava atrasado.

— Não chegaram ainda? Já foram embora? — Perguntei

— Quem? — Fred devolveu a pergunta.

— O cliente.

— Você não ficou sabendo? — Fred disse sorrindo. — Foi remarcado para amanhã.

— E ninguém me avisou?

— Lipe, o que você tem? Olha a sua cara! — Fred disse forçando todos repararem em mim. — Dormiu mal né?

— Tive uma noite e uma manhã meio que terrível. — Eu disse.

— Meio? — Ele disse. — Acho que os 40 anos estão matando você Lipe.

— Eu não tenho 40. — Eu disse sem graça. Eu só tinha 36. Fred deu de ombros. Resolvi mudar de assunto. — Tem um carro na minha vaga. Quem foi?

Todos me olhavam, mas ninguém respondeu. Fred estava com uma cara de suspeito.

— Podemos conversar na minha sala? — Fred me pediu. Eu o segui e sentei de frente para a sua mesa. — A quanto tempo trabalha aqui Lipe?

— Dois anos de estágio, Treze com o seu pai e há um ano com você. — Eu disse sendo simpático.

— Nossa, 16 anos, metade da minha vida. — Fred disse. — Quer um cafezinho?

— Não, obrigado. — Respondi ignorando que mais uma vez ele me chamava de velho.

— Tem certeza? Um café pode te fazer bem. — Fred disse sorrindo. Neguei mais uma vez com a cabeça e ele continuou. — Quando a empresa de laticínios nos procurou com o plano de voltar ao mercado, sabia que pediu especificamente por você?

— Não sabia. — Eu disse sorrindo. — Mas foi a minha campanha que os levou para o cenário nacional. Pena que eles tiveram aquele problema com a vigilância.

— É, mas agora já resolveram tudo e querem relançar a campanha com tudo nas redes sociais.

— Isso é ótimo. — Eu disse. Finalmente o Fred estava vendo que eu realmente era bom no que faço e que clientes importantes gostavam de mim. Que só continuaram na empresa após a morte do Sr. Abel porque eu continuava ali e não pelo Fred levá-los para jantar.

— Sim, mais aí eu pensei estrategicamente nesta empresa. O que está na moda hoje? Likes, seguidores... certo? — Fred me perguntou, concordei com a cabeça. — E eu acho que você não se encaixa muito nesse mundo, não é mesmo?

— Acho que eu me dou muito bem com esse mundo. — Eu respondi sem saber onde ele queria chegar.

— Você tem uma presença ativa no Twitter, Instagran, Facebook? Você se quer tem esses aplicativos? Você os utiliza? — Ele me perguntou, acenei sem confiança com a cabeça, afinal só usava o Facebook. — Você conhece a Larissa Renata?

— É uma modelo, não é? — Eu perguntei.

— Blogueira de moda, DJ, atriz, youtuber. Ela é incrível. Tem milhões de seguidores nas redes sociais, uma das maiores influenciadoras do país. Ela está chegando aí.

Olhei para a parede de vidro e no meio do salão estava a garota, com um shortinho minúsculo, conversando com a câmera enquanto um rapaz a filmava.

— Chegamos meus queridos seguidores. — Ela disse. — Espera, acho que filmando para aquela vista fica melhor, vamos fazer de novo.

Fred sorria para a garota enquanto ela entrava pela sala, virou para mim mandando eu sorrir também.

— Vou trabalhar com o grande Frederico. Ele é o cara. — A garota disse e se virou para mim. — Oh meu Deus! Você deve ser o Felipe! Eu não acredito! Ouvi falar muito de você!

A garota se virou novamente para a câmera e continuou a falar.

— Seguidores queridos, esse é o Lipe o verdadeiro número um! — Ela disse.

— Diga olá para a câmera, senhor. — O jovem que segurava a câmera estalava os dedos para mim como se eu fosse um cachorro.

Eu ainda olhava para aquilo tudo sem entender.

— Tudo bem, vamos editar essa parte. — Larissa Renta disse. — Felipe é o melhor em publicidade e vai trabalhar para mim.

— Ótimo, gravei. — O jovem disse.

— Eu ouvi direito? — Eu perguntei.

— Não, não. — Fred respondeu sem graça. Ninguém vai trabalhar para ninguém.

— Não, é claro. — Larissa disse. — Só disse isso para os seguidores, eles gostam quando eu digo que alguém irá trabalhar para mim. Mas é claro que seremos uma equipe.

— Isso, fico feliz que se conheçam e adoro que estejam juntos aqui. Porque o que eu quero é que juntos tragam essa empresa para o século 21! E quando digo juntos é por que quero o melhor dos dois mundos.

— Que dois mundos, Fred? — Perguntei.

— O futuro. — Fred disse apontando para Larissa Renata que estava em pé ao meu lado. — E o seu mundo Lipe.

Voltei para a minha sala irritado e calado, mais um sapo descia pela minha garganta. Tomei algumas gotinhas de florais para ver se me acalmava. Torcia para algo bom acontecer naquele dia que começou trágico.

Paulo me ligou com uma nova chamada de vídeo. “Algo bom nesse dia louco”, eu pensei.

— Oi como vai? — Perguntei. Paulo estava sorridente, eu sentia um pouco de paz quando via aquele sorriso.

— Oi, está ocupado? Tem um minuto?

— Tenho, pode falar. Onde você está? No bar? — Perguntei.

— Sim e está ficando maravilhoso. Veja! — Paulo disse me mostrando a reforma do seu bar. — Vou abrir em breve.

— Incrível, vou conhecer logo.

— Foi para isso que te liguei. Preciso de um conselho. O arquiteto disse que quer pintar a parede de bergamota. Você sabe que cor é essa? — Paulo me perguntou sorrindo.

— É parecido com laranja. — Eu respondi.

— Querido, você está aí? — Era a noiva do Paulo entrando no bar.

— Quem é? A sua mãe? — Perguntei sendo irônico.

— Minha mãe gostava de você. — Paulo disse.

— Morto, só se for. — Respondi.

— Liguei pra você, por que não me atendeu? — A noivinha reclamava.

— É que eu estou no telefone. — Paulo respondeu.

— Com quem? — Ela perguntou.

— Com o Lipe. — Paulo respondeu.

— Oi Suzi. — Eu disse. A megerinha apareceu de frente para a câmera eu acenei, mas ela me ignorou.

— Escuta, o DJ ligou e disse que você falou que ele pode escolher as músicas. Por que fez isso? Como ele vai saber a música que gostamos? A ordem que gostamos. Foi a única coisa que mandei você fazer. — Ela reclamava.

— Ah, ele sabe. Ele trabalha é com isso. — Paulo disse.

— Ele sabe até certo ponto. Mas é o nosso casamento. — Ela continuava a reclamar.

— Lipe, conversamos depois. — Paulo disse. E antes que eu pudesse me despedir, Suzi puxou o celular da mão do Paulo e encerrou a chamada.

— Garota chata. — Eu disse.

Já era quase a hora do almoço, resolvi sair mais cedo. Precisava respirar um pouco de ar puro, limpar a minha cabeça para me preparar para a nova campanha. Queria mostrar para o Fred que eu não precisava daquela garota para fazer o meu trabalho. Quando cheguei no estacionamento, lá estava ela com o seu câmera, fazendo seus videozinhos para a internet.

— Larissa Renta. — Eu a chamei.

— Oi. — Ela respondeu.

— Esse carro é seu? — Perguntei.

— É sim, porquê?

— Porque está na minha vaga.

— Ah! Desculpa, o Fred que disse que eu poderia estacionar aqui. É temporário. Só até nos organizarmos. — Ela disse.

Engoli mais um sapo e já me preparava para sair quando ela me chamou.

— Lipe, me desculpa, mas podemos repetir isso? Para as redes sociais. É interessante quando estamos em conflito. — Ela disse.

— Você pode voltar lá atrás e caminhar de novo até aqui? — O câmera da Larrisa me perguntou. — E perguntar se aquele carro é dela? A caminhada estava boa, a amargura no rosto. Pode repetir?

Eu caminhei, caminhei até o meu carro e deixei aqueles loucos para trás. Fui me encontrar com a Val, que enxia o meu celular de mensagens sobre os conflitos com os seus namorados. Val é professora de ioga, dentro do seu estúdio ela era uma mulher bastante tranquila e equilibrada, mas fora dele, era totalmente descompensada.

— Ele é um cretino. — Val disse, quando saímos do seu estúdio.

— Quem? O Thiago? — Eu perguntei.

— Não, o Raul. É sempre o Raul.

— E quem é o Thiago?

— É um idiota que eu conheci no Tinder para fazer ciúmes no Raul.

— E o que o Raul fez? — Perguntei.

— Ele está no Tinder. Ele já está procurando outra. Vai pegar qualquer uma que aparecer.

— E como você sabe? — Eu perguntei.

— Eu vi o perfil dele lá. — Val disse.

— Então você também está no Tinder?

— Sim, como acha que eu conheci o Thiago? Quer saber, isso não vai acabar aqui. — Val disse tirando o celular da bolsa e disparando a mandar mensagens para o Raul.

— Para com isso, vocês estão tentando seguir em frente. Tenta entender, fica calma, dá um tempo. — Eu disse. Val continuava dando atenção para o celular. — Estou falando com você.

— Eu escutei. Dar um tempo, entendi. — Val disse ainda digitando.

— Posso desabafar? — Eu perguntei.

— Claro. — Val disse por um segundo me olhando nos olhos.

— Eu tive um dia péssimo. — Eu disse. — Valéria, eu estou falando com você.

— Estou ouvindo, só enviando uma mensagem. — Ela disse.

— Então olha pra mim, larga esse celular. Mostra que está prestando atenção.

— Lipe eu posso mandar mensagens e prestar atenção em você e até dirigir ao mesmo tempo. — Val disse.

— Meu chefe contratou uma blogueira, uma youtuber... — Eu disse. Val ainda estava olhando para o celular. — Deixa...

— Ele é um filho da puta. — Val disse me fazendo sorrir. Pensei que ela pudesse estar mesmo prestando atenção no meu problema, como sempre eu faço com os dela desde a época da faculdade. — Disse para eu deixá-lo em paz. Dá pra acreditar nisso?

— É, não dá mesmo. — Eu disse. E fui embora.

Escutei o meu celular e pensei que era a Val percebendo que eu a deixei caminhando sozinha para o restaurante enquanto ela ficava mandando mensagens. A mensagem não era dela, era do Martin, me enviando uma foto de uma garota fazendo um boquete nele.

— Ah, credo! — Eu disse.

Voltei para casa. Quando cheguei na porta da garagem vi um homem uniformizado da companhia de água.

— Oi, você veio ligar a água? — Eu perguntei.

— Sim. É pra você? — Ele me perguntou.

— Sim.

— E nós é que não somos pontuais. — Ele reclamou.

— Mas tem gente em casa.

— Da próxima vez tenha certeza. — Ele me disse entregando uma prancheta. — Fiquei aqui mais de uma hora. Meu tempo acabou. Assina aqui. Tenho uma agenda para seguir.

Eu insisti, supliquei, disse que seria rápido, mas não adiantou, o homem foi embora. Subi desanimado. Ravi estava em seu ateliê, com música alta e pintando seus quadros.

— Javier, abaixe essa música. — Eu disse.

— Desculpa, o que foi? — Ele perguntou.

— Abaixe essa música para que possamos conversar. — Eu disse. Ele abaixou. — O cara da companhia de água esteve aqui. Ficou uma hora lá fora esperando.

— O que? Mas por que o porteiro não avisou?

— Eu não sei, ele disse que estava há uma hora tocando aqui e ninguém atendeu. Vamos ficar sem água. — Eu disse desanimado.

Javier se justificava, colocava a culpa no porteiro e me prometeu que no dia seguinte estaria tudo resolvido.

— Tem outra coisa. — Eu disse. — O seu filho fica me mandando pornografia.

— Eu sei. Ele me contou. Eu disse que ele é um idiota. Dei um sermão nele. Ele com certeza se confundiu.

— E você acha certo esse comportamento. Ele expor assim aquela garota?

— Meu amor, ele é só um garoto, e eu já falei com ele. Ele tem problemas, a mãe o abandonou. Quer que eu faça mais o quê? — Ravi veio em minha direção para me abraçar. — Lipe, acho que você anda muito estressado, sei do que você está precisando.

Ravi me guiou até o nosso quarto me fazendo uma bela massagem nos ombros, assim que entramos no quarto ele me jogou na cama. Fiquei deitado de bruços enquanto ele massageava as minhas costas. Estava bom.

— Obrigado querido. — Eu disse mais relaxado.

— Não acabou ainda. — Ravi disse. Ele tirou as minhas calças e massageava a minha bunda. — Isso foi só o começo.

Ravi pegou um lubrificante passou na minha bunda e no próprio pau. Pincelou o seu pau na minha bunda e me penetrou. Em 30 segundos de entra e sai, antes mesmo que eu começasse a sentir qualquer prazer, Ravi gozou.

— Se sente melhor? — Ele me perguntou.

— O que? Já acabou? — Devolvi a pergunta.

— Não foi bom? — Ele perguntou. Não precisei responder. — Prometo que antes de dormir farei melhor.

— Não. Nem temos água. Não vai rolar nada hoje. — Eu disse saindo do quarto.

Peguei o carro fui para a terapia. Mais uma vez no trânsito um motorista fechou o cruzamento. Como eu odeio quem fecha o cruzamento. Sempre quando estou em um cruzamento deixo sempre um carro passar. Um de cada vez, essa é a regra da boa vizinhança. E principalmente nunca fechar o cruzamento, isso é lei.

Cheguei irritado para a terapia. Deitei bufando naquele sofá.

— Quando estiver pronto. — O psiquiatra disse.

Fiquei deitado e calado de costas para ele, até me acalmar, tive tantos problemas nas últimas horas que eu não sabia por onde começar. Lembrei do meu sonho da noite anterior, essa era uma lembrança boa. Resolvi começar com ela.

— Tive um sonho essa noite. Na verdade, não foi a primeira vez. Me sinto até um pouco envergonhado em contar isso, mas vamos lá. Eu estava em uma ilha deserta... — Contei todo o meu sonho, constrangido com o silêncio, me virei para trás e não tinha ninguém lá. Escutei o barulho da descarga e o psiquiatra voltou do banheiro.

— Me desculpa, estou com uma diarreia terrível. — Ele disse. Apesar da porta do banheiro estar fechada, eu podia sentir o odor. — Você ia falar alguma coisa. Mas que tal começarmos com você me contando como está se adaptando aos seus remédios, como foi essa semana?

Não tive vontade de responder, não queria mais conversar, não queria mais estar ali. Saindo do consultório fui para a casa da minha irmã. Natália era mais velha do que eu, morou muito tempo no sul do país quando foi fazer a sua faculdade. Quando ela voltou, eu já estava casado com o Javier. Natália é arquiteta, trabalhava de casa, solteirona, tinha um gato que ela amava.

Conversamos sobre a família, comemos um bolo delicioso que a Natália fez e consegui me distrair um pouco dos problemas gerados naquele dia.

— Tenho novidades. — Natália disse.

— Me conta. — Eu pedi.

— É uma notícia boa e outra ruim, não que seja ruim, mas vou precisar de um favor.

— Pode falar.

— Vou fechar um contrato no sul.

— Isso é ótimo, fico feliz por você.

— É sim. Mas aí é que vem a parte ruim. Tenho que ir amanhã e vou passar alguns dias fora.

— E quer que eu cuido do Fofucho? — Eu perguntei.

— É pedir muito?

— Claro que não. — Eu disse rindo. — Me explique sobre os remédios dele e eu o levo hoje.

— Não, ele não pode sair daqui. A mudança de ambiente o deixa ainda mais estressado e isso não faz bem para a saúde frágil do Fofucho. O veterinário disse que ele está fraquinho de mais. — Natália disse.

— Eu devo vir para cá então? — Perguntei.

— Se estiver tudo bem pra você. — Natália disse. Eu tinha um defeito, nunca soube dizer não. Sorri para a minha irmã e disse que sim. — Fofucho, o titio vai vir aqui amanhã para dar remedinho pra você. Em breve mamãe estará de volta.

Voltei para a minha casa. Ravi estava sentado na sala vendo televisão na companhia do filho. Ambos comiam pipoca.

— Que bom que chegou. — Ravi disse. — Estou morrendo de fome.

Respirei fundo e fui para a cozinha para preparar um rápido jantar. Fiz o que pude sem água. Exausto, fui para cama. Ravi chegou horas depois, acordei com ele batendo o seu pau na minha cara.

— O que está fazendo? — Eu perguntei.

— Vou te compensar pela transa de hoje cedo. — Ele disse.

— Você não pode chamar aquilo de transa. — Eu disse. — E não vou fazer sexo com você agora se não temos nem água para eu me higienizar depois.

— Então só me chupa Lipe. — Ravi disse com o pau próximo ao rosto. — Vai meu amor, veja como eu estou animado. Eu deixei um balde de água no nosso banheiro você pode escovar os dentes depois.

— Não estou no clima. — Eu disse.

Ravi continuou parado ao meu lado com o pau duro batendo na minha cara. Percebi que se eu não o chupasse ele não iria parar.

Segurei aquele pau grande e levei até a minha boca. Ravi fodia a minha boca com vontade, diferente de mais cedo, ele demorou a gozar. Fui ao banheiro, escovei os meus dentes, limpei o meu pau e quando voltei para a cama Ravi dormia e roncava. Eu também queria gozar, mas quem se importava?

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Paco Katib

Escritor de Contos, Livros e Romances Eróticos Gay (Bi)


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Comentários

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21/01/2020 23:15:58
Pessoal agradeço a todas as leituras principalmente aos votos, estrelas e comentários. É muito importante para mim. Acho que já perceberam pelo nome do conto e pelos capítulos divididos por dias da semana que será um conto curto e que tem muita coisa para acontecer em uma semana certo? @rtzornks – Muito obrigado. Aguarde meu querido vamos ver o Lipe louco ainda rsrs. @Geomateus – Muito obrigado. Concordo com vc. O Lipe passou por tanta coisa nos últimos anos que não percebeu que fez com a vida dele. Mas isso vai mudar. @VALTERSÓ – Meu querido, lembra que isso é uma história, vc está lendo os primeiros capítulos. Tenha paciência vamos chegar lá. O nome do conto é Uma semana muito louca, então teremos 7 capítulos e muita coisa louca vai acontecer em uma semana. E para uma mudança brusca na vida do Lipe ele precisa chegar no fundo do poço. Então um pouquinho de paciência. No final do próximo capítulo já vai perceber uma mudança, mesmo que o caminho para isso seja bastante bizarro. @Pichelim – Muito obrigado. @Soh2020 – Muito Obrigado. @@@ Pessoal não deixa de me seguir nas minhas redes sociais. Eu posto antes na minha pagina do Facebook, curti lá.
17/01/2020 05:38:47
Continua..... Por favor!!! VOLTERSÓ: GOSTARIA DE SUA OPNIÃO EM MEU CONTO.
15/01/2020 15:42:46
Continua logo
14/01/2020 00:58:52
(Atenção homens) Querem saber como Aumentar o tamanho da sua rola e ter ereções mais fortes? Acesse o site e veja http://bit.ly/MaiorPotenteGrosso
13/01/2020 23:39:13
MAS QUE PORRA TODA É ESSA? QUE BOSTA DE VIDA. E QUE MERDA É VC. ACEITA TUDO DE TODOS DE BOCA CALADA. DEVE GOSTAR DE SOFRER. SE É ASSIM CONTINUA. VAI MORRER LOGO MESMO. ME POUPE. DÁ ATÉ RAIVA DE LER, NEM SEI SE VOU CONTINUAR. EXISTEM OUTRAS PESSOAS QUE NÃO SEJA JAVIER E O FILHO IDIOTA DELE. EXISTEM OUTRAS PESSOAS QUE NÃO SEJAM O IDIOTA DO PAULO E A BABACA DA SUSI. EXISTEM OUTRAS PESSOAS QUE NÃO SEJAM A SUA IRMÃ QUE TE EXPLORA. EXISTEM OUTRAS EMPRESAS QUE VC PODE TRABALHAR E SE DAR MUITO BEM JÁ QUE VC É UM EXCELENTE MARKETING. ME POUPE TÁ NESSA MERDA DE VIDA PORQUE QUER, ENTÃO PARE DE RECLAMAR.
13/01/2020 13:42:51
isso se chama abuso moral. isso não é nunca foi uma relação saudável quando uma parte usa a outra a seu belprazer enaquanto a outra ezta sendo manipulada e usada.
13/01/2020 02:05:40
Caralho Que merda de vida Só espero que ele uma hora perca a paciência e mande todo mundo se fuder, inclusive esse marido babaca

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